quinta-feira, 5 de março de 2015

Marcadas para morrer

Tudo que é colocado contra suas regras machistas acaba sendo subjugado pelo patriarcado.
Não aceita nossa autonomia, não aceita nossa libertação sexual, não aceita nosso direito sobre nossos corpos. Misoginia!
Sob o manto da prática patriarcal, tortura, abusa, estupra, violenta, acusa. Culpabiliza, vitimiza, satiriza.
Nos chamam de histéricas, loucas, acham que podem nos tocar por causa de nossas roupas.
A máscara que encobre suas atitudes escrotas é sustentada pelo sistema fundamentalista que dá plena liberdade aos homens fazerem o que quiserem com mulheres sem serem culpados pelos seus atos. Machistas! Não seremos silenciadas! Não seremos subjugadas. Não mais vítimas de um sistema falho que apoia e absolve o feminicídio.
É por causa de pessoas como você que mulheres morrem todos os dias. Nascemos marcadas para morrer, mas sua prática não vai perpetuar enquanto estivermos aqui pra não nos silenciar.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Entropia

A violência do Capital esmaga o que encontra pela frente. O sistema age como um rolo compressor.
A máquina de repressão do Estado vigia atentamente qualquer tentativa de subverter a ordem imposta.
Tudo vira mercadoria dentro dessa logística da morte.
Entropia. Entropia.
Causando a desordem. Quebrando máquinas. Calando o patrão.
Braços cruzados, máquinas paradas. Sistema em colapso. Subversão.
Seguir contra o vórtice, nem deus, nem pátria, nem dono, nem patrão.

terça-feira, 3 de março de 2015

Supressão

O anseio de ser livre tropeça no medo e conduz ao caminho da letargia.
A apatia do outro torna-se álibi para a dominação.
As relações de opressão destroem o processo de libertação.
Pressionado, o indivíduo sucumbe diante a pressão. Os joelhos doem.
Já não nos sentimos bem em lugar algum.
A falsa ideia de uma sociedade real que segue de mãos dadas se vê destroçada pelo caos das relações líquidas.
Não há mais saída, não há mais esperança, não há mais nada além de destruição e morte.
As nuvens negras carregam as tormentas. Da minha cabeça, da minha cabeça. Já não posso mais.
O grito preso sufoca os sentidos. A dor visceral leva ao coma. Já não sinto mais nada. Já não posso me mexer.