Há mais ou menos um ano conheci uma pessoa incrível que vem compartilhando comigo muita coisa. Essa, é mais uma delas. Ele me apresentou o comitê invisível e, desde a primeira vez que li esse 'texto' (foi há uns 8 meses), virou livro de bolso, juntamente com "Dias de guerra, noites de amor", da Crimethinc (leiam!).
"What are we left with, having used up most of the leisure authorized by market democracy? What was it that made us go jogging on a Sunday morning? What keeps all these karate fanatics, these DIY, fishing, or mycology freaks going? What, if not the need to fill up some totally idle time, to reconstitute their labor power or “health capital”? Most recreational activities could easily be stripped of their absurdity and become something else. Boxing has not always been limited to the staging of spectacular matches. At the beginning of the 20th century, as China was carved up by hordes of colonists and starved by long droughts, hundreds of thousands of its poor peasants organized themselves into countless open-air boxing clubs, in order to take back what the colonists and the rich had taken from them. This was the Boxer Rebellion. It’s never too early to learn and practice what less pacified, less predictable times might require of us. Our dependence on the metropolis – on its medicine, its agriculture, its police – is so great at present that we can’t attack it without putting ourselves in danger. An unspoken awareness of this vulnerability accounts for the spontaneous self-limitation of today’s social movements, and explains our fear of crises and our desire for “security.” It’s for this reason that strikes have usually traded the prospect of revolution for a return to normalcy. Escaping this fate calls for a long and consistent process of apprenticeship, and for multiple, massive experiments. It’s a question of knowing how to fight, to pick locks, to set broken bones and treat sicknesses; how to build a pirate radio transmitter; how to set up street kitchens; how to aim straight; how to gather together scattered knowledge and set up wartime agronomics; understand plankton biology; soil composition; study the way plants interact; get to know possible uses for and connections with our immediate environment as well as the limits we can’t go beyond without exhausting it. We must start today, in preparation for the days when we’ll need more than just a symbolic portion of our nourishment and care."
The Coming Insurrection, by the Invisible Committee. (Você acha o texto completo pela internet...)
Imagem retirada daqui.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
quinta-feira, 5 de março de 2015
Marcadas para morrer
Tudo que é colocado contra suas regras machistas acaba sendo subjugado pelo patriarcado.
Não aceita nossa autonomia, não aceita nossa libertação sexual, não aceita nosso direito sobre nossos corpos. Misoginia!
Sob o manto da prática patriarcal, tortura, abusa, estupra, violenta, acusa. Culpabiliza, vitimiza, satiriza.
Nos chamam de histéricas, loucas, acham que podem nos tocar por causa de nossas roupas.
A máscara que encobre suas atitudes escrotas é sustentada pelo sistema fundamentalista que dá plena liberdade aos homens fazerem o que quiserem com mulheres sem serem culpados pelos seus atos. Machistas! Não seremos silenciadas! Não seremos subjugadas. Não mais vítimas de um sistema falho que apoia e absolve o feminicídio.
É por causa de pessoas como você que mulheres morrem todos os dias. Nascemos marcadas para morrer, mas sua prática não vai perpetuar enquanto estivermos aqui pra não nos silenciar.
Não aceita nossa autonomia, não aceita nossa libertação sexual, não aceita nosso direito sobre nossos corpos. Misoginia!
Sob o manto da prática patriarcal, tortura, abusa, estupra, violenta, acusa. Culpabiliza, vitimiza, satiriza.
Nos chamam de histéricas, loucas, acham que podem nos tocar por causa de nossas roupas.
A máscara que encobre suas atitudes escrotas é sustentada pelo sistema fundamentalista que dá plena liberdade aos homens fazerem o que quiserem com mulheres sem serem culpados pelos seus atos. Machistas! Não seremos silenciadas! Não seremos subjugadas. Não mais vítimas de um sistema falho que apoia e absolve o feminicídio.
É por causa de pessoas como você que mulheres morrem todos os dias. Nascemos marcadas para morrer, mas sua prática não vai perpetuar enquanto estivermos aqui pra não nos silenciar.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Entropia
A violência do Capital esmaga o que encontra pela frente. O sistema age como um rolo compressor.
A máquina de repressão do Estado vigia atentamente qualquer tentativa de subverter a ordem imposta.
Tudo vira mercadoria dentro dessa logística da morte.
Entropia. Entropia.
Causando a desordem. Quebrando máquinas. Calando o patrão.
Braços cruzados, máquinas paradas. Sistema em colapso. Subversão.
Seguir contra o vórtice, nem deus, nem pátria, nem dono, nem patrão.
A máquina de repressão do Estado vigia atentamente qualquer tentativa de subverter a ordem imposta.
Tudo vira mercadoria dentro dessa logística da morte.
Entropia. Entropia.
Causando a desordem. Quebrando máquinas. Calando o patrão.
Braços cruzados, máquinas paradas. Sistema em colapso. Subversão.
Seguir contra o vórtice, nem deus, nem pátria, nem dono, nem patrão.
terça-feira, 3 de março de 2015
Supressão
O anseio de ser livre tropeça no medo e conduz ao caminho da letargia.
A apatia do outro torna-se álibi para a dominação.
As relações de opressão destroem o processo de libertação.
Pressionado, o indivíduo sucumbe diante a pressão. Os joelhos doem.
Já não nos sentimos bem em lugar algum.
A falsa ideia de uma sociedade real que segue de mãos dadas se vê destroçada pelo caos das relações líquidas.
Não há mais saída, não há mais esperança, não há mais nada além de destruição e morte.
As nuvens negras carregam as tormentas. Da minha cabeça, da minha cabeça. Já não posso mais.
O grito preso sufoca os sentidos. A dor visceral leva ao coma. Já não sinto mais nada. Já não posso me mexer.
A apatia do outro torna-se álibi para a dominação.
As relações de opressão destroem o processo de libertação.
Pressionado, o indivíduo sucumbe diante a pressão. Os joelhos doem.
Já não nos sentimos bem em lugar algum.
A falsa ideia de uma sociedade real que segue de mãos dadas se vê destroçada pelo caos das relações líquidas.
Não há mais saída, não há mais esperança, não há mais nada além de destruição e morte.
As nuvens negras carregam as tormentas. Da minha cabeça, da minha cabeça. Já não posso mais.
O grito preso sufoca os sentidos. A dor visceral leva ao coma. Já não sinto mais nada. Já não posso me mexer.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Apoio Mútuo, Cooperativismo e Autogestão
A estrutura de classes do sistema capitalista é estabelecida a partir de relações de poder, onde “ganha quem pode mais”, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Ou seja, há uma superação de forças que culminam no estabelecimento das participações nos mais variados campos de atividades.
No entanto, cabe a nós, nos organizarmos na tentativa de encontrar estratégias de mudança e transformação social atingindo algumas práticas autogestionárias no nosso dia a dia. Claro que seria um tanto quanto utópico dizer que conseguiríamos atingir a prática total, no entanto, devemos ter em mente que estamos inseridos no sistema capitalista e que algumas coisas fogem do nosso controle nos levando a outras práticas que não são aquelas que gostaríamos (são as famosas relações de poder mostrando sua cara...). Por fim, o que quero dizer é que devemos tentar ao máximo vivenciar a autogestão, o apoio mútuo e o cooperativismo.
No entanto, cabe a nós, nos organizarmos na tentativa de encontrar estratégias de mudança e transformação social atingindo algumas práticas autogestionárias no nosso dia a dia. Claro que seria um tanto quanto utópico dizer que conseguiríamos atingir a prática total, no entanto, devemos ter em mente que estamos inseridos no sistema capitalista e que algumas coisas fogem do nosso controle nos levando a outras práticas que não são aquelas que gostaríamos (são as famosas relações de poder mostrando sua cara...). Por fim, o que quero dizer é que devemos tentar ao máximo vivenciar a autogestão, o apoio mútuo e o cooperativismo.
As experiências autogestionárias, são baseadas no princípio de liberdade de organização, nas decisões de caráter coletivo, bem como soluções pensadas em assembleias de base. A autogestão garante autonomia sobre o planejamento e execução de tarefas dentro de organizações, coletivos, grupos, trabalhadores, etc, implicando o mínimo possível na delegação de poderes, ou seja, cada um dos participantes colabora como pode, como sabe, com o que faz de melhor. É uma troca, uma ajuda mútua, uma construção coletiva e colaborativa.
Devemos também ter o cuidado de entender as relações dentro do próprio coletivo/organização/grupo, já que cada pessoa tem uma história e uma construção social diferente da outra. Para algumas pessoas é mais fácil entender e praticar o trabalho coletivo, para outras, um pouco mais complicado se libertar de pensamentos burocráticos ou egoístas, mas assim como a prática autogestionária é uma construção, o incentivo e apoio ao individuo também, afinal de contas, isso também é cooperativismo e ajuda mútua.
Claro que a autogestão não é só flores. Existem conflitos dentro dos grupos, já que muitas vezes as decisões ficam divididas. Para esses casos, existe a mediação de conflitos entre as partes, onde cada uma deve expor seu ponto de vista e juntos chegarem em um ponto em comum que seja a melhor decisão para o coletivo.
Lembrando que quando nos posicionamos politicamente estamos abertos a recebermos críticas e nos enfiarmos em discussões, mas o que não podemos esquecer é que nossas decisões e posicionamentos devem visar ao bem do coletivo. Devemos preservar a individualidade de cada um (individualidade não é egoísmo), mas sempre pensando no que nossas atitudes irão impactar na vida do grupo e como isso irá afetar todas as pessoas envolvidas.
Autogestão é uma prática que leva a reflexão diária. Não é fácil viver em coletivo, mas é muito melhor construir em conjunto, atingindo positivamente mais pessoas, do que se curvar totalmente diante desse sistema egoísta e sectário.
Inspiração para o texto vinda de artigos de Foucault, Bakunin, Kropoktin, Ibañez, Corrêa e alguns blogs anarquistas.
Inspiração para o texto vinda de artigos de Foucault, Bakunin, Kropoktin, Ibañez, Corrêa e alguns blogs anarquistas.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
"a ruína não dos dá medo"
"quando a burguesia vê que o poder lhe escapa das mãos recorre ao fascismo para manter o poder dos seus privilégios..."
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Nota sobre a violência policial...
A violência policial no Brasil chega a níveis tão absurdos que até parece surreal. Segundo o relatório anual, divulgado no começo de 2014, a Human Rights Watch (HRW) denuncia a truculência das ações policiais, bem como os abusos cometidos pela corporação. Para além desses pontos, aponta também as condições do sistema carcerário do país (serão as prisões brasileiras superlotadas?) e claro, denuncia a impunidade aos torturadores que assombraram as ruas e os porões da ditadura militar.
De qualquer forma, não precisamos de um relatório que nos diga o que acontece debaixo de nosso nariz. É simples: andar pelas ruas e conversar com as pessoas, te leva a ouvir relatos muito mais verdadeiros do que aqueles que você vê na Globo. E, pode apostar, todo mundo tem uma história recheada de violência policial que já ouviu ou viveu.
A polícia, enquanto braço do Estado, é a máquina de repressão que mais se aproxima do povo: deslegitima seus protestos quando, o mesmo, resolve juntar-se para questionar algo que não anda bem; criminaliza manifestantes, pretos, pobres, favelados; indicia pessoas a torto e a direito, pelo simples prazer de ver alguém se foder, fazem terror psicológico, ameaças, te enquadram apenas porque não foram com a tua cara ou porque você tem “o estereótipo de um possível baderneiro ou criminoso”. A polícia fere. A polícia mata.
Nos dias de hoje resolveram dar um nome mais bonito para a polícia que caça supostos criminosos tidos como “perigosos” para a sociedade. O “Esquadrão da Morte”, criado em 1960, é o que podemos chamar hoje em dia de “Polícia Pacificadora”. Assim como a organização paramilitar nascida em 1960, a polícia que o Estado diz estar aí para proteger ao povo, é a mesma que persegue e mata.
E aí, quem pacifica a polícia?
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