A violência policial no Brasil chega a níveis tão absurdos que até parece surreal. Segundo o relatório anual, divulgado no começo de 2014, a Human Rights Watch (HRW) denuncia a truculência das ações policiais, bem como os abusos cometidos pela corporação. Para além desses pontos, aponta também as condições do sistema carcerário do país (serão as prisões brasileiras superlotadas?) e claro, denuncia a impunidade aos torturadores que assombraram as ruas e os porões da ditadura militar.
De qualquer forma, não precisamos de um relatório que nos diga o que acontece debaixo de nosso nariz. É simples: andar pelas ruas e conversar com as pessoas, te leva a ouvir relatos muito mais verdadeiros do que aqueles que você vê na Globo. E, pode apostar, todo mundo tem uma história recheada de violência policial que já ouviu ou viveu.
A polícia, enquanto braço do Estado, é a máquina de repressão que mais se aproxima do povo: deslegitima seus protestos quando, o mesmo, resolve juntar-se para questionar algo que não anda bem; criminaliza manifestantes, pretos, pobres, favelados; indicia pessoas a torto e a direito, pelo simples prazer de ver alguém se foder, fazem terror psicológico, ameaças, te enquadram apenas porque não foram com a tua cara ou porque você tem “o estereótipo de um possível baderneiro ou criminoso”. A polícia fere. A polícia mata.
Nos dias de hoje resolveram dar um nome mais bonito para a polícia que caça supostos criminosos tidos como “perigosos” para a sociedade. O “Esquadrão da Morte”, criado em 1960, é o que podemos chamar hoje em dia de “Polícia Pacificadora”. Assim como a organização paramilitar nascida em 1960, a polícia que o Estado diz estar aí para proteger ao povo, é a mesma que persegue e mata.
E aí, quem pacifica a polícia?

Nenhum comentário:
Postar um comentário